Obaràyí

obarai miniatura

Obaràyí – Babalorixá Balbino Daniel de Paula
Autores – Agnes Mariano, Dadá Jaques e Aline Queiroz
Consulte aqui a ficha catalográfica da BN

Idealização: Dadá Jaques
Parte 1- a vida do pai-de-santo Balbino Daniel de Paula
Pesquisa bibliográfica, entrevistas e texto: Agnes Mariano
Parte 2 – festas do terreiro e glossário
Ilê Axé Opô Aganju: Aline Queiroz
Glossário: Rogério Paiva
Pesquisa de campo e iconográfica: Agnes Mariano, Nancy de Sousa, Dadá Jaques, Aline Queiroz  e Mauro Rossi
Fotos: Dadá Jaques, Haroldo Abrantes, Pierre Verger, Mauro Rossi, Marisa Vianna, Lázaro Roberto, Chrissie Wirths, Anísio Carvalho, Arlete Soares, Gerhald Haupt, Pat Binder, Marcel Gautherot
Coordenação executiva: Mauro Rossi
Ano: 2009
Formato: 25 x 33, 680 páginas
ISBN: 978-85-62542-00-8
Editora: Barabô Design Gráfico e Editora / Salvador
Direção de arte e projeto gráfico: Dadá Jaques
Tradução: Sabrina Gledhill
Revisão: Rogério Paiva
Legendas: Hilcélia Falcão e Aline Queiroz
Tratamento de imagens: Luis Marcelo Lord e Erivaldo Assis
Patrocínio: Citéluz – serviços de iluminação urbana / África SP Publicidade / Gilberto Sá (Fundação Pierre Verger) / Ministério da Cultura (Lei Rouanet)

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Locais de venda
:

Livraria Cultura
Livraria Martins Fontes
Fundação Pierre Verger

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A vida do pai-de-santo Balbino Daniel de Paula é uma verdadeira saga. Da infância à maturidade, são tantos os episódios importantes, as dificuldades, revelações, os personagens significativos, que, para registrar a sua trajetória com todos os detalhes, seria necessário produzir vários livros. Ainda assim, foi aceito o desafio de, numa única publicação, tentar contar essa história. Uma tarefa ainda mais complexa porque falar da vida de Balbino é também falar do culto aos eguns na ilha de Itaparica, da família Daniel de Paula, da fé nos orixás, do Ilê Axé Opô Afonjá, de Mãe Senhora, de amigos como Pierre Verger, do Ilê Axé Opô Aganju. Portanto, é também contar um pouco das lutas e vitórias dos descendentes de africanos no Brasil e dos caminhos encontrados por eles para se manterem vivos e altivos.

Os ritos do candomblé baiano e alguns dos seus líderes têm sido tema de estudos e publicações diversas há mais de um século. Poucos, entretanto, são os trabalhos que contam histórias de vida e os que se arriscam a buscar apoio, simultaneamente, na observação, pesquisa bibliográfica e riqueza da memória oral. Essa foi a pretensão da nossa investigação, privilegiando como material de pesquisa as entrevistas realizadas com algumas dezenas de parentes, amigos, membros do candomblé, vizinhos e conhecidos, sem deixar de confrontá-las com fontes de outras procedências.

A memória tem seus mistérios. Sempre seletiva, por vezes eloqüente, em alguns momentos silenciosa. E, por isso mesmo, deve ser ouvida, por trazer à tona uma nova versão, dessa vez numa perspectiva que valoriza as hierarquizações de quem viveu. É possível que, justamente aí, no desejo de respeitar a perspectiva dos atores, resida a beleza do trabalho com as narrativas orais. Foi exaustivo, mas também prazeroso ouvir tantas vozes e depois buscar encadeá-las, como fios numa costura. Exaustivo, mas não difícil, pois a força dos personagens sempre se manteve evidente. Em especial, a de Balbino, filho de Xangô, Obarai, protagonista de uma história, ao mesmo tempo, muito humana e com a força das lendas.

The life of babalorixá (high priest) Balbino Daniel de Paula is a veritable saga. In his youth and adulthood, there have been so many important episodes, difficulties, revelations and significant figures that it would take several books to cover every detail of his life’s trajectory. Even so, we have taken up the challenge of telling his story in a single volume. This task was even more complex because, to speak of Balbino’s life also means talking about the worship  of eguns on Itaparica Island, about the Daniel de Paula family, about faith in the orixás, about Ilê Axé Opô Afonjá, Mãe Senhora, friends like Pierre Verger, and Ilê Axé Opô Aganju. Therefore, it also involves recounting some of the struggles and victories of people of African descent in Brazil and the ways they have found to stay alive and proud.

The rites of the traditional African religion candomblé in Bahia and some of its leaders have been the subject of numerous studies and publications for over a century. However, very few of these works are biographies, and those who attempt to be biographers simultaneously seek to base  themselves on observation, bibliographic research and the rich stock of oral memory. This was the intent of our research, which gives the most weight to research materials gleaned from interviews with several dozen relatives, friends, candomblé members, neighbors and acquaintances, without failing to check them against other sources.

Memory has its mysteries. Always selective, sometimes eloquent, sometimes silent. And for that very reason, it should be heard, because it brings to light a different version – a perspective that values the hierarchies it has experienced. It is possible that the desire to respect the actors’ perspective is precisely where the beauty of working with oral narratives lies. This work has been exhaustive, but it has also been a pleasure to hear so many voices and then seek to weave them together like threads in a loom.  It has been exhaustive, but not hard, because the power of its characters is always clear. Particularly that of Balbino, son of Xangô, Obarai, the protagonist of a story that is both very human and imbued with power of legend.

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Sobre o livro:

Revista Festa & Folia

Jornal Correio / Vida

Tv Aratu

Jornal Tribuna da Bahia

Blog Manuel Raimundo Querino

Jornal A Tarde / Salvador – obarayi

Câmara Municipal de Salvador – obarayi_camara_municipal

Jornal Icapra (38) – icapra

A história de um livro
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2010

Rádio Educadora

Correio Nagô

Bahia Social

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Lançamento do livro Obaràyí na Bienal do Livro de São Paulo (agosto 2010), no Pavilhão de Exposições do Anhembi
O evento foi organizado pela Secretaria de Cultura da Bahia (Fundação Pedro Calmon) e Câmara Bahiana do Livro
Leitura dramática de trechos do livro: atores Maria Gal e Ângelo Flávio
Leia aqui os trechos do livro que foram lidos durante o lançamento: OBARÀYÍ – trechos do livro

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38 respostas em “Obaràyí

  1. ótima iniciativa, meu pai ganhou o livro por ser da família e ter contribuído, com fotos e jornais. Gosto de saber o pouco mais da história e cultura de meu povo!! Obrigada!

  2. Geisiane
    Oi. Pois é, este livro só nasceu por causa da ajuda de centenas de pessoas. Cada um colaborou do seu jeito: uma história, uma foto, um jornal, uma dica. Nós é que agradecemos pela colaboração do seu pai e pela sua gentileza.
    Abç

  3. Sou novo na religião. Estou frequentando uma casa em Magé ha 5 anos, recebi o posto de Mogbá de Xangô,ainda falta a confirmação, mas não é pra agora… Essa minha casa aquino RJ tem ligação com a casa do Pai Balbino de Salvador. Amanhã vou na Bienal do Livro aqui no RJ pra tentar comprar o livro. Acho ótima a iniciativa de divulgação de nossa religião. Com isso se abre cada vez mais as verdades sobre nossa religião.

  4. Igor,
    Boa sorte para você em suas buscas. Sem dúvida, há muita sabedoria no candomblé e em muitas outras expressões da cultura afro-brasileira.
    Não sei se o livro está sendo vendido na Bienal do Rio. Assim que a editora me informar sobre os locais de venda, posto aqui essa informação.
    Abç

  5. Estive com o propio nas mãos..
    achei um maneiro bacana de abordagem amei… mais tem coisas que so pertencem aos de dentro, cada cabeça um guia… mais lido e amei as fotos.

  6. olha particularmenti eu acho uma linda historia a deli sou admirador do axe que eli cultua e asim como eli muitos outros babalorixas poderiao falar e sobre sua historia no orixa por lindo livro atima diagramaçao lindas fotos do seu axe e na verdade eli meresi ate por tudo que eli ja pasou na vida e pasa paraberns

  7. LLola e Ubirani,
    Agradecemos pelos elogios. O livro foi feito com muito cuidado. O nosso objetivo sempre foi homenagear Balbino, que tem uma história de vida tão impressionante e inspiradora.
    Abç

  8. sou bisneta de obarayi,neta de omindarewá e filha de alexandre de exu de niteroi(rio de janeiro)e gostaria de saber se há possibilidade de alguém me fornecer oendereço de meu bisavô obarayi e o e-mail se possível
    estarei esperando ansiosa pela resposta
    ah!! e gostaria de saber também como faço para adquirir o livro.
    um abraço!!!!!!!!!!

  9. Mariana e Ricardo,

    Olá. Obrigada pelo interesse pelo livro!

    Segue abaixo o endereço do terreiro:

    Ilê Axé Opô Aganju
    Rua Saketê, 36, Alto da Vila Praiana CEP 42.000-700 Lauro de Freitas – Ba

    Vocês podem comprar o livro pelo site de algumas livrarias, como Cultura e Martins Fontes.
    Abç

  10. Prezada Agnes Mariano, boa noite.

    Parabéns pelo belíssio projeto editorial de celebração dos 50 anos do babalorixá Balbino Daniel de Paula, Obarai.

    Favor verificar a possibilidade de enviar um exemplar para a nossa biblioteca.

  11. Marcos,

    Olá. Agradeço muito pelo seu elogio e aproveito para também parabenizá-lo pelo seu trabalho. Enviarei para o seu e-mail o contato das pessoas do Aganju que têm acesso aos exemplares do livro. Tenho certeza que eles entenderão a importância de fornecer um exemplar para vocês, afinal, o Afonjá é parte importante nessa história.

    Abç

    • Também gostaria do número de Pai Balbino. Por gentileza encaminhe para o meu e-mail, sou de joao pessoa pb e preciso de um auxílio para que minhas coisas se encaminhem

  12. Pai Albino é uma expiração, uma verdadeira lenda viva, uma pessoas que realmente engradece a religião, que tem o candomble como lema da vida, quem dera todos os pais de santo fosse somente um pouco de Pai Albino, teriamos uma religião mas respeitada!
    Parabéns Obaràyí!
    Deus te abençoe te consedendo muitos anos de vida e saúde.

  13. Parabéns pelos 50 anos e o lançamento do livro que vem mostrar a importância da sua trajetória de vida. Sucesso!

  14. Sou filho de pai Obarayi e tenho muito amor por este pai que sempre me recebe com muito amor e alegria.
    Tenho orgulho de ter recebido de suas mãos todo axé e aprendizado que venho recebendo ao longo dos anos.

    Pai Obarayi é um grande babalorixá e um dos poucos no mundo que mantém as tradições do culto sem interferência da modernidade.

    Que Olorun dê muita saúde e longevidade a este pai maravilhoso.

    Axé!

  15. Tive o imenso prazer em conhecê-lo pessoalmente, no Ilê Axé Opô Aganjú situado à Rua Saketê 36, Lauro de Freitas. Não tenho palavras para descrever o que senti ao pisar em solo sagrado,onde a energia de Xangô e de todos os outros Orixás estão presentes em cada metro quadrado do Terreiro.Meu Pai Balbino! Sua Bênção!

    • mi descupe si eu pesso muito… o sr poderia mi dar um contato para que eu possa marca uma consulta com o seu pai Balbino .muito grata .

  16. Boa noite.
    Gostaria muito de receber por e-mail o telefone o e-mail do Pai Balbino.
    Sou de São Paulo e estamos precisando de sua ajuda espiritual,gostaria de saber se ele vem para São Paulo e se tem um lugar onde falar com ele.
    Agradeço a atenção.

  17. Silvana,
    Olá. O seu pedido foi encaminhado a pessoas do terreiro. Você dele receber uma resposta em seu e-amil.
    Abç
    Agnes

  18. Agnes Mariano eu sou de Pernambuco sou filha pequena de Ogumedê do Ilê Axé Opo Afonja mãe Mundinha é parente próxima de SeuBalbino Daniel de Paula , ficarei grata em receber um livro para expor no meu trabalho , pois trabalho numa Biblioteca em PE . Aguardo Retorno Euza Brandão

    • Também gostaria do número de Pai Balbino. Por gentileza encaminhe para o meu e-mail, sou de Goiânia e preciso de um auxílio para que minhas coisas se encaminhem.

      • Olá, Paulo,
        Obrigada pelo contato. A resposta foi enviada para o seu e-mail.
        Abç
        Agnes

  19. Sou novo na religião. Estou frequentando uma casa em Magé ha 5 anos, recebi o posto de Mogbá de Xangô,ainda falta a confirmação, mas não é pra agora… Essa minha casa aquino RJ tem ligação com a casa do Pai Balbino de Salvador. Amanhã vou na Bienal do Livro aqui no RJ pra tentar comprar o livro. Acho ótima a iniciativa de divulgação de nossa religião. Com isso se abre cada vez mais as verdades sobre nossa religião.
    +1

  20. sou filha de xango no entanto estou com inumeras duvidas pois estou sentindo fortemente a influencia do orixa ossaim em minha personalidade e modo de agir, gostaria de entender se ha correlaçao entre estes dois orixas em minha vida, ouvi falar que poderia existir um xango com fundamento de ossaim,porem achei improvavel visto que os dois orixas seriam antagonicos, penso realmente que se possivel for,quero passar em consulta com Balbino de Xango, nem que seja para viajar ate a bahia, pois estao ocorrendo mudanças na minha personalidade que me causam duvidas receios e estranheza, se possivel gostaria de tentar comunicar~me com o terreiro deste grande babalorixa, sem mais aguardo uma resposta.

  21. Comprei o livro e adorei.Realmente maravilhoso.Vi as fotos que são muito boas e me chamaou a atenção de um desenho de balbino em uma placa.Achei o desenho maravilhoso, existe a possibilidade de ter uma cópia desse desenho?Quem foi o artista que criou?
    grande abraço
    Murilo

  22. Ola sou de curitiba, e uma grande paixao pel candomble mais tenho muitas duvidas gostaria se possivel o contato c Pai Balbino por email ou telefone! Ficaria extremamente grata! Obrigado e Axe!

  23. TIVE ONTATO COM PAI BALBINO NO RIO DE JANEIRO, AGRADEÇO E GOSTARIADO TELEFONE E E MAIL DE PAI BALBINO E DE CONHECEER OS OUTROS ASE ILE, EM NITEROI E ITAIPU, PEÇO ENVIAR TELEFNES E ENDEREÇOS. ANTONIETTA

  24. fiquei sopreso, e ao mesmo tempo,curioso um amigo me falou a respeito do livro;conhecir olegario,ruchinho,estevo,antonio,todos falecidos e outros do barro branco e do vermelho,fiquei feliz.sou filho oia,olorum,nos cubrra.

  25. Olá, sou de Porto Alegre e estive em Salvador na semana passada, ocasião em que adquiri o livro sobre a história do Babalorixá Balbino. Realmente trata-se de um trabalho fantástico, além da belíssima história de vida desse sacerdote. Fiquei muito satisfeito, tanto que li o livro em dois dias.
    Tentei visitar o terreiro, mas não foi possível, pois o Pai Balbino estava viajando e não haveria ninguém no local, uma pena.
    Gostaria, se fosse possível, de obter o número do telefone para um contato com o Ilê, para uma futura consulta com ele.
    Desde já agradeço, um abraço a todos.

  26. Boa tarde Luiz Alberto, o telefone do terreiro de Pai Balbino é 71-3378-2972. Um abraço, Cristiano Ogún Ipemí.

  27. Bom dia, meu pai se consultou com pai Balbino a mais ou menos uns 15 anos, estou morando em salvador sou do rio e meu pai mora no rio, e sempre me fala de pai Balbino na ultima vez que fui no rio meu pai falou novamente do pai Balbino, e me fez um pedido para que eu tambem me consulte com pai Balbino, gostaria de saber da disponibilidade da consulta pois conseguindo marcar meu pai tambem vira do rio para a uma nova consulta, no aguardo da resposta positiva gostaria do telefone para entrar em contato.grato desde já.

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